Monte de Agua Vai

MONTE DE

ÁGUA-VAI

Alentejo, Portugal

Título do Projecto

Monte de Água-Vai

Localização

Alentejo, Portugal

Ano

2023

Cliente

Privado

Tamanho do Projecto

464 m²

Em plena planície alentejana, onde o silêncio ocupa o lugar das palavras e o tempo abranda entre luz incidente na vegatação , encontra-se o Monte de Água Vai — uma propriedade de dois hectares que retoma a matriz vernacular dos montes alentejanos, tão presentes na paisagem de Santiago do Cacém.Não há construções à volta, apenas o campo aberto, a terra e o céu num diálogo sem ruído Inspirando-se nesse léxico arquitectónico vernacular, o projecto propõe uma reinterpretação depurada, contemporânea do monte alentejano A casa pousa sobre o terreno com uma naturalidade, sem forçar o território, rodeada por vegetação baixa e dispersa, típica desta geografia de escassez e beleza crua.. O projecto limita-se a estar, a acompanhar, a fazer parte do que já ali existia antes da arquitectura chegar.

A casa encerra-se sobre si própria, em torno de pátios interiores, como quem se recolhe em silêncio para melhor contemplar o mundo. Ao mesmo tempo, desdobra-se sobre os arranjos exteriores, permitindo que a sala e as quatro suítes se abram para recantos de contemplação, onde a vegetação cede o protagonismo ao olhar que se perde no horizonte.

O percurso de acesso à habitação acompanha as cotas naturais do terreno, revelando gradualmente o edifício — não como quem impõe presença, mas como quem repousa com respeito sobre a paisagem. Surge, assim, como um volume silencioso, assente na vastidão,

insinuando-se com discrição no ritmo do lugar. A fachada, de um branco contido e

depurado, é pontuada por elementos verticais de madeira que se abrem ou encerram ao compasso do dia e da noite, como pálpebras que regulam a luz e a intimidade. São gestos de protecção, evocando o isolamento sereno dos antigos montes alentejanos. O projecto propõe uma expressão de abstracção plástica e contenção formal, onde a arquitectura se insinua como uma presença silenciosa, em sintonia com a vastidão, a solidão e a poética da paisagem alentejana.

“A planície é um engano: parece que não tem fim, e afinal tem um princípio.”

— José Saramago, Levantado do Chão

Equipa

Bruno Câmara, Andrei Barros, Íris Pedro, João Câmara, Miguel Vieira da Silva, Paulo Silva Nunes, Miguel Calado

Monte de Agua Vai
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